• Exposição virtual “Memórias de uma epidemia” tem contribuição do acervo do Cedoc LGBTI+

  • Voltar
 por 

O Centro de Documentação Prof. Dr. Luiz Mott – Cedoc LGBTI+ colaborou na exposição virtual “Memórias de uma epidemia” organizada pelo Museu da Diversidade Sexual em parceira com o Acervo Bajubá. Com curadoria Matheus Emílio Pereira da Silva e Remom Matheus Bortolozzi a exposição realizada na plataforma Google Arts & Culture traz diversos fragmentos de imagens que vão da cobertura da imprensa até a reação dos grupos LGBTI+ à epidemia de Aids.

O Cedoc LGBTI+ contribuiu com algumas peças do acervo que foram digitalizadas como jornais, fotos, panfletos enter outros materiais.

A exposição pode ser acessada clicando aqui

Sobre a exposição “Memórias de Uma Epidemia:

Imagens da aids e mídia: Uma epidemia anunciada

A epidemia da aids não chegou de surpresa no Brasil. Acompanhando o cenário internacional, ela foi amplamente anunciada pela imprensa, mesmo antes da notificação dos primeiros casos no país. Desde 1981, a doença foi apresentada e se tornou conhecida pela mídia, gerando uma epidemia de reações sociais, culturais, econômicas e políticas, tornando-se progressivamente parte da vida cotidiana. Esse fenômeno foi chamado por Herbert Daniel e Richard Parker de “Terceira epidemia”.

Frente a essa epidemia de informações e estigmas, desde 1983, começaram a emergir respostas do movimento homossexual brasileiro e de outras organizações da sociedade civil, articuladas com a imprensa, a academia e o serviço público. A imprensa alternativa e os boletins de grupos organizados cumpriram um papel essencial de fonte de informações seguras, de troca de experiências e de produção de outras imagens para a aids.

Após quatro décadas de epidemia, as imagens da aids na mídia são plurais e contrastantes. Ao mesmo tempo em que vemos permanências de estigmas dos anos iniciais, atualizados por novas ondas conservadoras, encontramos o debate da prevenção combinada e da emergência de imagens do orgulho positivo. 

A denúncia da discriminação e a disputa de representações e narrativas é parte dos aprendizados da resposta a aids. As memórias vivas são formas de não desperdiçarmos essas experiências para melhor enfrentar desafios atuais, em especial em meio a pandemia da COVID-19.

Matheus Emílio Pereira da Silva e Remom Matheus Bortolozzi

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.